terça-feira, 10 de junho de 2008

Poema 64


Sobre a Pureza

Amo quia amo, amo ut amem*
Será que é preciso
que tudo na vida tenha
um sentido (um objetivo, uma razão)?

Será que uma cor só é cor
nas asas de uma borboleta?

Será que um perfume só é perfume
na flor mais bonita da estação?

Se perfumes e cores
não precisam de borboletas e flores,

então também meu amor
(seja mocinho, seja bandido)
não precisa ser correspondido:

ele pode, de verdade, viver sozinho
sem receber sequer aprovação.
(por Filipe C.)

*amo porque amo, amo para amar

5 comentários:

M. Caldas disse...

clap, clap, clap.

sensacional, irmãozinho. muito bom mesmo.

Ana Clara disse...

mt bom
gostei d+
boa sorte na cirurgia
q vc consiga voltar logo a dar aula

Livia Fada disse...

Lindo!

Muitas vezes, lendo seus poemas, consigo entender coisas que eu mesma não consigo se quer expressar!

Parabéns mais uma vez !

Beijos

Anônimo disse...

Filipe:
Que alegria, reencontrar seus passos no Meu Porto! Alegria igual ou maior, é receber, de presente, no comentário, um poema tão doce, tão belo...Você fez melhor, o meu dia, acredite.
Deixo um carinho...

Míriam Monteiro - http://migram.blog.uol.com.br

Fabiana Portilho disse...

É, Filipe, esses "serás" tb me perseguem... =/
Bom refletir com poemas...
Beijão!