terça-feira, 22 de setembro de 2009

Poema 134

Mais um da série "poemas saídos da gaveta". Até semana que vem!

Sobre Espantos

É só no escuro
que enxergamos
um ao outro

(as mãos atônitas
a cada movimento,

cortando o silêncio
como adagas).

Juntos,
amamos como crianças
que descobrem a madrugada.

(por Filipe Couto, 05/2007)

12 comentários:

Renata de Aragão Lopes disse...

"É só no escuro
que enxergamos
um ao outro"

Quantas leituras possíveis
dessa primeira estrofe...

Quantos desfechos imagináveis
para esse poema...

Adorei, Filipe!
Um beijo,
doce de lira

A Moni. disse...

Visivelmente tátil... Muito além do que os olhos podem ver...

Adorei, Filipe. Cheguei aqui pelo "Doce de Lira" e vou voltar...

Abraços!

Daniel Pinho disse...

Há quanto tempo não venho aqui.. Lindo poema, mestre!

Luciane disse...

Muito lindo, Filipe! Adorei! :)

Elisa disse...

Andei lendo uns poemas antigos e adorei "Sobre falsas liberdades"! Acho que me descobri uma ciumenta disfarçada, porque me identifiquei muito!
Também gostei muito do "Sobre cuidados"... uma lição difícil e fundamental pra quem tem sede por conhecimento, por experiências e quem tem vontade de crescer...
O dessa semana também é muito bom... já escrevi alguma coisa (nem se compara, claro!) com esse mesmo tema há uns dois anos atrás, em uma das pouquíssimas vezes que me atrevi a escrever poesia...

Carol_CRC disse...

Filipe, como vai?
Saudades de você. O poema é sempre algo inspirador! Gostei.

Beijos, cuide-se.

Sérgio Medeiros disse...

Que gaveta essa sua, parece mais um baú :-)

Moacy Cirne disse...

Oi,
Cheguei aqui a partir de Mariana Botelho e já tomei a liberdade de editar um poema seu no Balaio. Vou dar uma geral no seu blogue.

Um abraço.

Nydia Bonetti disse...

Na tua gaveta, preciosidades... beijo, Filipe.

Thais disse...

"Juntos,
amamos como crianças
que descobrem a madrugada."

A doçura e a ingenuidade do amor!!

Mais uma vez...Lindo!
Você é um poeta!

Beijos

Anônimo disse...

bom comeco

Anna Amorim disse...

Filipe,


Nos escuro revelamos alma e corpo!

Beijos meus,

Anna Amorim