terça-feira, 28 de abril de 2009

Poemas 112 e 113

Mulher de Malandro

Eu não devia mesmo te dizer
mas depois de tudo
que aconteceu

ainda sou capaz
de um monte de besteira

quando chega uma noite dessas
(toda nua, cheia de estrelas)

emoldurando um rosto assim
que nem o teu.

(por Filipe Couto)

Sobre Presságios


Sopra-me o coração
que não farei só
essa viagem.

Por isso meus olhos
caçam vultos,

meus ouvidos se interessam
por qualquer barulho:

ao arrepio dos sentidos,
pressinto cada um dos teus sinais.
(por Filipe Couto)

15 comentários:

aaluah disse...

Mulher de um Poeta, como seria?

Anônimo disse...

Lindos os poemas de hoje!
estava lendo o poemas sobre idas e vindas e fiquei me questionando se o destino realmente existe! as vezes me parece que sim , as vezes me parece que nao! mas ultimamente muitas coincidencias tem ocorrido na minha vida! vc acredita em destino?

Vivi disse...

Esse "Mulher de Malandro" entrou pra lista dos preferidos com certeza!!!

"ainda sou capaz
de um monte de besteira

quando chega uma noite dessas
(toda nua, cheia de estrelas)"

Livinha disse...

Vou ser do contra e dizer que eu gosto muito mais dos seus poemas mais ingênuos (que não são tão ingênuos assim)!

Esse Sobre Presságios é uma perfeição só!

Parabéns!

Rebecca disse...

"ao arrepio dos sentidos,
pressinto cada um dos teus sinais."

e quem fica arrepiado somos nós com a sua sensibilidade e a magia das suas palavras...

Daniel Pinho disse...

Gostei muito do presságios, mestre. Catarse...
A propósito, parabéns atrasadíssimo pelo aniversário do blog! =]
Forte abraço

Felipe disse...

Não comento há algum tempo, mas não deixei de ler os poemas. "Sobre Presságios" é sensacional, pra não repetir sobre a catarse já mencionada!
Grande abraço!

Solo de sax disse...

Gostei daqui hein! Parabens.
De agora em diante, eu acompanho.
Um abraco Filipe.

Raíssa N. disse...

Eu vejo nesse segundo poema um ser angustiado pela esperança... Muito pesado!

O primeiro é maravilhoso...! Leve, leve...

Gostei daqui!

Cássia Linhares disse...

Os dois poemas são muito bons. Naturezas diferentes, embora com a mesma consistência. Escrever usando poucas palavras é uma arte maior.
Parabéns, poeta!

Luiz Antonio Simas disse...

Meu velho, gostei pácas desse Mulher de Malandro! Tem muita coisa boa por aqui.

Abração.

Filipe disse...

1 - Haula, não deve ser muito diferente da de um não-poeta, sabia? Mas taí um bom tema...

2 - Anônimo, não há razão para que, neste espaço, você não se identifique. Para não te deixar sem resposta: eu, particularmente, não acredito em destino; acredito em livre-arbítrio e missão.

3 - Vivi, fico feliz que voc~e tenha gostado dele!

4 - Livinha, que bom você ter percebido que a ingenuidade não é tão ingênua assim! ;)

5 - Rebecca, seus exageros são sempre bem-vindos! =P

6 - Grande Daniel! Valeu a visita, meu caro! Espero contar contigo sempre por aqui!

7 - Felipão, não deixa de comentar que é importante pra quem escreve! Valeu pela força ao "Presságios"!

8 - Que maravilha um bom Solo de Sax por aqui!

9 - Raíssa, ainda que você não tenha percebido, talvez tenha rolado uma catarse boa sua com esse segundo poema, não? =) Se te incomodou é porque o poema atingiu seu objetivo!

10 - Cássia, vindo de uma poetisa tão especial como você, isso é mais que um elogio: é uma aprovação.

11 - Simão, meu careca... Ter um dos meus grandes ídolos por aqui não é pouca coisa, não. Fica à vontade que a casa é sua, meu velho!

Ana Caroline disse...

Hum... que delícia de blog!
Parabéns!
Beijo

Jéssica Valentim - ph disse...

Juro que não sei qual minha poesia preferida, mas tenho muitas que já são essenciais!
Parabéns!
Beijo

Filipe disse...

1 - Oi, Ana! Seja bem-vinda!

2 - Jéssica, obrigado pelo seu carinho! Volte sempre!