terça-feira, 18 de agosto de 2009

Poema 129

Com essa publicação, disponibilizo também o áudio do poema 18, Sobre Covardias. Para chegar rapidamente a ele, clique aqui.

Autopsicografia

Se me dou inteiro
às palavras que escrevo

(minha pele, minhas roupas,
meu gosto, meu cheiro),

é por muito querer viver,
e não porque vivi.

Perco-me todo
num conto inventado:

minha vida não cabe em mim
.
(por Filipe Couto)

16 comentários:

Dênis Rubra disse...

Lindo, parabéns, Filipe.

Bernard R. Cal disse...

''é por muito querer viver,
e não porque vivi.''

Será também por querer ter vivido? Muito bonito e inquietante, quando toca na possibilidade de uma vida totalmente diferente, no campo do imaginário e do que ficou na vontade. Parabéns!

Rebecca disse...

Sabe que você dá mesmo essa impressão a quem te conhece? Há tanta vida em você, Filipe, que não um coração só não aguenta.
Tenho a impressão que "o mar todo cabe bem nas suas mãos", como um dia você escreveu!
Isso tudo foi pra dizer que o poema é lindo, mesmo sem falar de amor...
=)

Vivi disse...

Só pra dizer que eu também faço parte da campanha "LIVRO DO COUTO JÁ!" e pra dizer que essa poesia é linda!
prontofalei!

Sol disse...

''Se me dou inteiro
às palavras que escrevo...''

Descrição minuciosa desse amor que sente pelo que faz.


Belo trabalho. Lindo poema.
Mais um vez, parabéns!

Beijos imensos.

Amanda Barcellus disse...

SAUDADE DOS SEUS POEMAS!

Esse da semana é lindo demais!

Parabéns!

Também estou na campanha "LIVRO DO COUTO JÁ!" hahahaha

Anônimo disse...

Estudei com vc há alguns anos e, por causa da música que você escreveu pra Pri Frade, resolvi entrar aqui... Muito legal mesmo! Se eu fosse vc, Juntaria essas poesias e escreveria um livro.

Matheus Kleinn disse...

Muito bom esse poema.

Faço coro com a galera que tá pedindo o livro!

Abraço!

Filipe disse...

1 - Dênis, obrigado, poeta!

2 - Bernard, muito boa a sua reflexão!

3 - Rebecca, suas palavras me encheram de sorriso!

4 - Vivi, só não pode deixar o livro encalhado se ele sair! =)

5 - Sol, é isso! No fundo, é um poema de amor sim; só que às palavras que me fazem ser mais do que sou! Adorei!

6 - Amanda, que bom você de volta! Olha que eu publico mesmo, hein? =P

7 - Anônimo, uma pena você não se identificar. Amigo da Priscilla é meu amigo também! Que bom você ter gostado do nosso trabalho e deste espaço aqui! Estou começando a levar a sério esse negócio do livro!

8 - Matheus, obrigado pela força e pelo coro! Dá uma força danada! Um abração!

Renata de Aragão Lopes disse...

Gostei muito
de tudo que li!
Adicionarei seu blog
entre minhas "delícias alheias",
para acompanhar de perto
sua produção literária.

Um beijo,
doce de lira

Filipe disse...

Oi, Renata!

É uma honra ter minha página entre as suas delícias!

Seu espaço é muito bonito!

Vou adicioná-lo por aqui também!

Beijocas!

Marcella B. disse...

Suas palavras fazem um bem danado.

Filipe disse...

Senti falta de seus comentários por aqui, Marcellinha!

Teresa Cristina disse...

Achei fantástico cada poema que eu consegui ler aqui.

Mergulhei dentro de mim mesma em tantas formas diferentes de amor que há nas suas palavras...

Voltarei sempre!

Parabéns!

Elisa disse...

Pra quem te conhece, mesmo que só um pouco, esse poema é quase óbvio... não num sentido ruim, mas porque é a sua relação com a literatura e é o que você ensina aos seus alunos... essa ideia muito agradável de literatura como experiência de vida possível...

Beijo!

Filipe disse...

1 - Teresa, que alegria conseguir te trazer essas coisas todas! Obrigado!

2 - Elisa, só acredito em literatura assim: como algo real, palpável! Gosto muito quando você arruma um tempinho pra comentar aqui! =)