Queridos e queridas,
Obrigado pelas visitas ainda constantes a este espaço e desculpem-me por não atualizá-lo no prazo prometido.
O hiato terminará em breve, e novos poemas virão por aí!
Beijos e abraços!
sábado, 16 de outubro de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Nota
Olá!
Como quem me acompanha já percebeu, entrei num recesso forçado de produção poética ("é que o mundo gira muito mais rápido agora, entende?", Inania Verba). Volto logo depois da Copa do Mundo. Ou antes, se o antes vier.
Obrigado por continuarem lendo os poemas antigos deste blogue e por fazerem do "Breves Cantares de Nós Dois" o grande sucesso que ele é!
Até breve!
1 - Para comprar meu livro ("Breves Cantares de Nós Dois"):
http://www.editoramultifoco.com.br/literatura-loja-detalhe.php?idLivro=49&idProduto=49
2 - Para me seguir no twitter: http://twitter.com/filipecouto
À venda, também, na Livraria da Travessa e na Blooks (Arteplex-Unibanco).
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
Poema 153
A Espera – poema em três movimentos
1.
É o mar o vício
desses seus olhos,
que vivem a procurar
quem há muito se perdeu
sem promessa de voltar.
2.
Mas
ainda que seja só dele
cada esperança, cada saudade,
cada suspiro que você dá,
deixa-me te mostrar
que o tempo pode ser barco,
e que os pássaros
são como velas
brancas e abertas
pra quem se permite enxergar.
3.
Tudo é incerto e relativo
nessa vida:
também eu
posso ser tão seu
quanto você jamais
foi minha.
1 - Para comprar meu livro ("Breves Cantares de Nós Dois"):
1.
É o mar o vício
desses seus olhos,
que vivem a procurar
quem há muito se perdeu
sem promessa de voltar.
2.
Mas
ainda que seja só dele
cada esperança, cada saudade,
cada suspiro que você dá,
deixa-me te mostrar
que o tempo pode ser barco,
e que os pássaros
são como velas
brancas e abertas
pra quem se permite enxergar.
3.
Tudo é incerto e relativo
nessa vida:
também eu
posso ser tão seu
quanto você jamais
foi minha.
(por Filipe Couto)
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
Poema 152 - Edição Especial de 3 Anos!
*Volto a atualizar o blogue na quarta, dia 5 de maio!
A Luz do Meu Quarto - poema em três movimentos
1.
Enquanto a noite passava
(toda de sombras vestida),
e no meu quarto te encontrava
(já quase ao sono oferecida),
eis que tudo, num estalo,
plenamente alvorecia.
2.
Alvorecia de uma luz
que ninguém jamais vira
(diferente dessas lâmpadas
que imitam o meio-dia).
Uma luz que é toda branca,
como a areia que se pisa
numa praia bem distante,
onde nada se embacia;
uma luz que não é refém
das horas (que são finitas),
mas senhora do seu tempo,
o que a faz mais feminina.
3.
Essa luz do meu quarto
que tudo mais alvorecia
era tua voz que me dava,
quando “Eu te amo” dizias.
1 - Para comprar meu livro ("Breves Cantares de Nós Dois"):
A Luz do Meu Quarto - poema em três movimentos
1.
Enquanto a noite passava
(toda de sombras vestida),
e no meu quarto te encontrava
(já quase ao sono oferecida),
eis que tudo, num estalo,
plenamente alvorecia.
2.
Alvorecia de uma luz
que ninguém jamais vira
(diferente dessas lâmpadas
que imitam o meio-dia).
Uma luz que é toda branca,
como a areia que se pisa
numa praia bem distante,
onde nada se embacia;
uma luz que não é refém
das horas (que são finitas),
mas senhora do seu tempo,
o que a faz mais feminina.
3.
Essa luz do meu quarto
que tudo mais alvorecia
era tua voz que me dava,
quando “Eu te amo” dizias.
(por Filipe Couto)
Ouça o poema:
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quarta-feira, 31 de março de 2010
Poema 151
*Volto a publicar poemas inéditos em 14 de abril!
Aéreo
Há coisas
que calam.
Teu olhar, por exemplo.
Ao encontro dele,
brincar de ser nuvem
(leve de silêncio);
esperar tua imaginação
me dar forma.
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Aéreo
Há coisas
que calam.
Teu olhar, por exemplo.
Ao encontro dele,
brincar de ser nuvem
(leve de silêncio);
esperar tua imaginação
me dar forma.
(por Filipe Couto)
Ouça o poema:
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quarta-feira, 17 de março de 2010
Poema 150
*Volto a publicar poemas inéditos no dia 31 de março!
Só Amor
Se é amor o que faz sentar
à beira do precipício
e esperar, como pescador,
sem saber como, nem quando,
nem donde virá teu sorriso;
então, é amor
(só amor)
o que sinto.
1 - Para comprar meu livro ("Breves Cantares de Nós Dois"):
Só Amor
Se é amor o que faz sentar
à beira do precipício
e esperar, como pescador,
sem saber como, nem quando,
nem donde virá teu sorriso;
então, é amor
(só amor)
o que sinto.
(por Filipe Couto)
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quarta-feira, 3 de março de 2010
Poema 149
*Volto a publicar poemas inéditos no dia 17 de março.
Receita de Acordar
Deixar
amadurecer
o tempo.
No escuro,
colher o silêncio
mais-que-anterior à palavra.
Só então saborear
(em sintonia)
teus olhos e a luz;
teu sorriso
sabor de vida.
– Bom-dia!
1 - Para comprar meu livro ("Breves Cantares de Nós Dois"):
Receita de Acordar
Deixar
amadurecer
o tempo.
No escuro,
colher o silêncio
mais-que-anterior à palavra.
Só então saborear
(em sintonia)
teus olhos e a luz;
teu sorriso
sabor de vida.
– Bom-dia!
(por Filipe Couto)
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Poemas 147 e 148
Alheio
Estrangeiros
em nós mesmos,
tudo nos limita:
o mar
se torna muro;
o ar,
cortina.
Escolha a sua versão para hoje
Existem olhos
que (nos) abrigam (de)
temporais.
Estrangeiros
em nós mesmos,
tudo nos limita:
o mar
se torna muro;
o ar,
cortina.
(por Filipe Couto)
Escolha a sua versão para hoje
Existem olhos
que (nos) abrigam (de)
temporais.
(por Filipe Couto)
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Edição Especial - Poemas 142 a 146
Sobre o Carnaval - meditação em cinco poemas
SÁBADO
Entre máscaras e bebidas,
entre pierrôs, arlequins e colombinas,
brinco só,
perdido no cordão.
Redimido das lidas e das culpas,
esquecido dos afetos e das amarguras,
morro (provisório) para a vida
e ressuscito (infinito) para a rua.
DOMINGO
Momo,
ainda é longo teu reinado.
Deixa meu samba
ao teu compasso,
que o mundo
fica do tamanho
de um bairro:
é tempo de nos conduzir.
SEGUNDA
Para revidar as derrotas
de todos os dias –
a alegria adiada,
o beijo negado,
a revolta escondida –
é preciso
encarar certos riscos,
esquecer o destino
e ficar no limite entre
o desengano e a fantasia.
Deixa-me correr o perigo;
deixa-me brincar com a vida!
TERÇA
Veste-me
com a fantasia que quiseres,
dá-me
um nome teu
que eu possa logo esquecer.
Na rua,
onde ninguém
se reconhece, prenda minha,
te amo pra sempre
até amanhecer.
QUARTA
Enfim meu tão carnaval
fez-se cinza.
Só meu coração,
tomado de princesas e odaliscas,
ainda repica
um samba-canção de pierrô.
SÁBADO
Entre máscaras e bebidas,
entre pierrôs, arlequins e colombinas,
brinco só,
perdido no cordão.
Redimido das lidas e das culpas,
esquecido dos afetos e das amarguras,
morro (provisório) para a vida
e ressuscito (infinito) para a rua.
DOMINGO
Momo,
ainda é longo teu reinado.
Deixa meu samba
ao teu compasso,
que o mundo
fica do tamanho
de um bairro:
é tempo de nos conduzir.
SEGUNDA
Para revidar as derrotas
de todos os dias –
a alegria adiada,
o beijo negado,
a revolta escondida –
é preciso
encarar certos riscos,
esquecer o destino
e ficar no limite entre
o desengano e a fantasia.
Deixa-me correr o perigo;
deixa-me brincar com a vida!
TERÇA
Veste-me
com a fantasia que quiseres,
dá-me
um nome teu
que eu possa logo esquecer.
Na rua,
onde ninguém
se reconhece, prenda minha,
te amo pra sempre
até amanhecer.
QUARTA
Enfim meu tão carnaval
fez-se cinza.
Só meu coração,
tomado de princesas e odaliscas,
ainda repica
um samba-canção de pierrô.
(por Filipe Couto)
*Volto a publicar na quarta, dia 24/02.
*Volto a publicar na quarta, dia 24/02.
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Poema 141
"Não penso; logo, assisto"*
Mal abro os olhos,
já vem alguém aqui
me ditar o que pensar,
o que fazer –
corporações, jornais,
pessoas, tevê,
rádio, internet,
revistas, família,
você.
Nesse mundo etiquetado,
eu quero é a dor e a delícia
de uma alma suburbana –
barriguda, livre e minha:
já cansei de delegar a eles
este meu sagrado direito à vida.
*Vi essa frase num grafite feito em Botafogo, RJ.
Mal abro os olhos,
já vem alguém aqui
me ditar o que pensar,
o que fazer –
corporações, jornais,
pessoas, tevê,
rádio, internet,
revistas, família,
você.
Nesse mundo etiquetado,
eu quero é a dor e a delícia
de uma alma suburbana –
barriguda, livre e minha:
já cansei de delegar a eles
este meu sagrado direito à vida.
(por Filipe Couto)
*Vi essa frase num grafite feito em Botafogo, RJ.
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Poemas 136 a 140
Queridos e queridas, em 2010, este blogue passa a ser atualizado sempre às quartas-feiras com poemas inéditos. A variedade temática promete ser maior: aqueles que me acompanham desde o princípio perceberão, em alguns casos, um tom ainda mais simbólico nos textos. Espero que gostem deste primeiro conjunto a seguir! Beijos e abraços!
Educação pela Terra – meditação em cinco poemas
1.
Não carrego mais
aquele tremor tímido
de rio nos lábios.
Não é o sonho (líquido)
a nossa primaz matéria:
é a terra.
2.
Que ventos e pássaros
desperdicem seus voos:
alma e corpo,
eu aqui me revolvo.
Com ou sem arados.
3.
Para lavrar,
é preciso ter olhos duros;
olhos de ver muito,
de ver fundo;
olhos de não achar.
4.
A terra, se bem trabalhada,
alvorece a cada toque da enxada:
tudo lhe é recente e verdadeiro.
É da terra
viver o instante:
não o claro e derradeiro,
mas este constante-primeiro
(a promessa do devir, o denso nevoeiro).
5.
A terra
em si
se renova.
Ela não precisa ir ou vir,
tampouco migrar ou fugir.
A arte da terra
é poder
(a qualquer dia)
num surto de vida
docemente explodir.
(por Filipe Couto)
* O título faz referência, obviamente, ao famoso conjunto "Educação pela Pedra", do mestre João Cabral de Melo Neto.
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Inania Verba / Três da Tribo
Inania Verba
E ela chegou no seu vestido demasiadamente preto. Foi dela a nobreza de um primeiro gesto. Tocando meu braço, perguntou-me como andava a vida.
E eu queria saber dizer. Eu poderia, na verdade. Mas é que o mundo gira muito mais rápido agora, entende? E o que eu falo nesse agora, já não é mais o que eu falaria há um minuto. As estações não se sucedem; dentro da gente, elas se imbricam. Existe tanto a ser dito. Eu não gostaria de, simplesmente... Entende? Não é tão fácil assim amassar e amansar tudo isso num só peito sem sangrar, sem gritar, sem fugir. E eu não queria nem gritar, nem fugir. O mal que é bem, e não se sabe. Não é fácil, entende? E se a palavra mal cuidada escapa, e se o vento fecha olhos e ouvidos, e se ele leva tudo pra outra ponta da margem do sentido? É muito perigoso pensar em dizer. É preciso silêncio. Eu preciso de silêncio pra pensar, pra dizer. Mas, com você, há crianças e velhos rabugentos discutindo em cada canto da minha criação e, quem sabe... Entende? É como olhar a árvore (reta, força, cor e céu) e pensar na raiz: o real está além do que se vê. Eu precisava me perder pra não te perder, e nos perdia.
- Bem, bem... E a sua?
E ela chegou no seu vestido demasiadamente preto. Foi dela a nobreza de um primeiro gesto. Tocando meu braço, perguntou-me como andava a vida.
E eu queria saber dizer. Eu poderia, na verdade. Mas é que o mundo gira muito mais rápido agora, entende? E o que eu falo nesse agora, já não é mais o que eu falaria há um minuto. As estações não se sucedem; dentro da gente, elas se imbricam. Existe tanto a ser dito. Eu não gostaria de, simplesmente... Entende? Não é tão fácil assim amassar e amansar tudo isso num só peito sem sangrar, sem gritar, sem fugir. E eu não queria nem gritar, nem fugir. O mal que é bem, e não se sabe. Não é fácil, entende? E se a palavra mal cuidada escapa, e se o vento fecha olhos e ouvidos, e se ele leva tudo pra outra ponta da margem do sentido? É muito perigoso pensar em dizer. É preciso silêncio. Eu preciso de silêncio pra pensar, pra dizer. Mas, com você, há crianças e velhos rabugentos discutindo em cada canto da minha criação e, quem sabe... Entende? É como olhar a árvore (reta, força, cor e céu) e pensar na raiz: o real está além do que se vê. Eu precisava me perder pra não te perder, e nos perdia.
- Bem, bem... E a sua?
(por Filipe Couto)
1 - Eu, Chris Ramalho (que escreveu o prefácio do meu livro) e Eliane Vieira (querida amiga, ex-companheira de licenciatura) criamos um blogue para reunirmos nossas experiências em sala de aula e algumas de nossas tentativas artísticas diversas. O "TRÊS DA TRIBO" pode ser acessado pelo link: http://www.tresdatribo.blogspot.com/ . Lá, vou contribuir, quinzenalmente, com análises de textos e com a produção de contos, como este "Inania Verba", que publiquei acima.
2 - Meu livro ("Breves Cantares de Nós Dois") já está na Livraria da Travessa e na livraria do Arteplex Unibanco, mas também pode ser encomendado, é claro, pelo site da editora: http://www.editoramultifoco.com.br/literatura-loja-detalhe.php?idLivro=49&idProduto=49 .
3 - Não abandonei as poesias aqui do blogue, não! Ainda este ano eu volto com coisa nova, como já prometi!
4 - "Inania verba", em latim, significa "palavras inúteis" e é título, também, de um famoso poema do mestre Olavo Bilac.
Beijos e abraços!
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
BREVES CANTARES DE NÓS DOIS - 9
Pessoal, tive a honra de participar de um dos mais tradicionais programas da tv brasileira, o SEM CENSURA (TV Brasil), para lançar o "Breves Cantares de Nós Dois". Para quem não pôde assisitir, eis aqui uma pequena amostra!
Beijos e abraços!
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
BREVES CANTARES DE NÓS DOIS - 8
Olá!
1 - Meus amigos, a primeira tiragem já está esgotada! Que beleza, não? Mas a editora já estava aprontando mais exemplares; então, ninguém vai ter que esperar para ter o seu! Basta acessar o link: http://www.editoramultifoco.com.br/catalogo2.asp?lv=183 .
1 - Meus amigos, a primeira tiragem já está esgotada! Que beleza, não? Mas a editora já estava aprontando mais exemplares; então, ninguém vai ter que esperar para ter o seu! Basta acessar o link: http://www.editoramultifoco.com.br/catalogo2.asp?lv=183 .
2 - Para acessar algumas das fotos do evento de lançamento do livro, como esta abaixo, clique no link: http://picasaweb.google.com/brevescantares/Lancamento# .
Filipe Couto ao lado de Priscilla Frade durante a apresentação de 12/11 no espaço Multifoco
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
BREVES CANTARES DE NÓS DOIS - 7
Olá!
1 - Queridos e queridas, o livro já é um sucesso e tanto! A primeira edição vai se esgotar em breve! Quem quiser um exemplar, por favor entre em contato logo comigo (filipecouto@uol.com.br) ou com a editora (http://www.editoramultifoco.com.br/catalogo2.asp?lv=183 ).
1 - Queridos e queridas, o livro já é um sucesso e tanto! A primeira edição vai se esgotar em breve! Quem quiser um exemplar, por favor entre em contato logo comigo (filipecouto@uol.com.br) ou com a editora (http://www.editoramultifoco.com.br/catalogo2.asp?lv=183 ).
2 - Volto a escrever poemas novos em dezembro!
3 - Deixo hoje aqui três vídeos da apresentação que a Priscilla Frade e eu fizemos no dia 12/11, lá no Espaço Multifoco! As fotos do evento irão para um álbum virtual em breve! Aliás, quem as tiver, por favor, passe pra mim!
Beijos e abraços!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
BREVES CANTARES DE NÓS DOIS - 6
1 - Meu coração bate rápido ainda agora, quando me lembro do que aconteceu ontem à noite, no lançamento do Breves Cantares de Nós Dois.
2 - Mais de duzentas pessoas conseguiram estar lá presentes (sei que muitas outras gostariam de comparecer, mas tiveram seus contratempos e afazeres). Mais de 130 livros foram por mim assinados com a maior alegria do mundo. Foi um dos maiores lançamentos de poesia do mercado editorial brasileiro. Isso tudo graças a vocês.
2 - Mais de duzentas pessoas conseguiram estar lá presentes (sei que muitas outras gostariam de comparecer, mas tiveram seus contratempos e afazeres). Mais de 130 livros foram por mim assinados com a maior alegria do mundo. Foi um dos maiores lançamentos de poesia do mercado editorial brasileiro. Isso tudo graças a vocês.
3 - Espero que todos tenham percebido a felicidade nos meus olhos e na minha voz! Obrigado a todos pela paciência de ficar às vezes quase uma hora na fila para pegar minha dedicatória e me dar um abraço. Foi difícil não ir às lágrimas em alguns momentos.
4 - Recebi inúmeras mensagens (e vocês não têm ideia de como é bom recebê-las!) elogiando não só o livro, mas também o ambiente fraterno, divertido e emocionante em que tudo aconteceu. Pra mim, foi tudo perfeito!
5 - Como eu disse durante a apresentação com a Priscilla Frade (que, como sempre, arrasou!), é muito comovente saber que existem pessoas que memorizaram poemas inteiros para repeti-los pra mim, que cantarolaram Sobre Desejos, Sobre a Verdade e Sobre Gavetas durante o show, que aplaudiram efusivamente cada récita. Pessoas, enfim, que entraram em catarse, como eu entrei. Fico tímido, sem falsa modéstia, diante de um carinho tão grande assim com o meu trabalho.
6 - Queria, mesmo que tarde, agradecer à Sâmia, minha editora, a quem eu devo a iniciativa do livro e o cuidado extremo na produção. Se Breves Cantares de Nós Dois ficou tão bonito, foi graças ao trabalho dela!
7 - Enquanto não chega às livrarias (não sei quando isso vai acontecer), aqueles que quiserem um exemplar podem entrar em contato comigo pelo email filipecouto@uol.com.br , ou com a Editora Multifoco pelo canal http://www.editoramultifoco.com.br/literatura-loja-detalhe.php?idLivro=49&idProduto=49. Faremos de tudo para que o livro chegue às suas mãos o mais rápido possível!
8 - Em breve, divulgo aqui as fotos e os vídeos do evento. Aliás, quem tiver esse material entre em contato comigo, por favor, para que a gente possa fazer um álbum geral bem bacana à disposição de todo mundo!
9 - Obrigado, mais uma vez, por me fazerem todas as semanas uma pessoa mais feliz!
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
BREVES CANTARES DE NÓS DOIS - 5
1 - Queridos e queridas, é amanhã! Dá um friozinho na barriga danado (na verdade, é um congelamento total) colocar esse "filho" no mundo, sabiam?
2 - Muita gente tem me perguntado qual é a altura do Espaço Cultural Multifoco, que é onde ocorre o evento! Ele fica na Rua Mem de Sá (já sabíamos). Depois dos Arcos da Lapa, passando pelo Teatro Odisseia e pelo restaurante Nova Capela, você já está quase lá! É do lado direito da rua, no número 126, não se esqueçam! O telefone da casa é 2222 - 3034.
3 - Não há hora "certa" para chegar, não! Até umas 22h30 ou mais, estarei lá com certeza!
4 - Não tenham medo de chuva, né? =)

Beijos e abraços a todos!
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
BREVES CANTARES DE NÓS DOIS - 4
1 – Como já disse a vocês, o prefácio do meu livro foi escrito pela Christina Bielinski Ramalho – amiga, poetisa e doutora em Ciência da Literatura. É um dos maiores gênios que eu conheço. Uma pessoa com extrema sensibilidade e com uma capacidade de trabalho assustadora. Hoje, ela vive em Madrid, Espanha, e por isso não poderá estar presente ao evento para que vocês possam conhecê-la pessoalmente. No entanto, quem quiser entrar em contato com um pouco da produção atual dela pode acessar o seu blogue Sob o Signo do Ar.
2 – A capa foi pensada e realizada por Daniel Moura, grande amigo de infância e de adolescência. No Colégio Militar do Rio de Janeiro, era o único jogador menor que eu no time de basquete. Hoje, ele é sócio-diretor da empresa Chalk Studio, um dos grandes escritórios de design do país. Criativo e competentíssimo, ele conseguiu captar a essência do livro num jogo de imagens e cores coerente e elegante, tão moderno quanto tradicional. Hoje, deixo para vocês a capa (apenas a frontal: as orelhas e a quarta capa do livro vocês conhecerão no dia 12 de novembro, às 19h, na Avenida Mem de Sá, 126, Lapa =)).
2 – A capa foi pensada e realizada por Daniel Moura, grande amigo de infância e de adolescência. No Colégio Militar do Rio de Janeiro, era o único jogador menor que eu no time de basquete. Hoje, ele é sócio-diretor da empresa Chalk Studio, um dos grandes escritórios de design do país. Criativo e competentíssimo, ele conseguiu captar a essência do livro num jogo de imagens e cores coerente e elegante, tão moderno quanto tradicional. Hoje, deixo para vocês a capa (apenas a frontal: as orelhas e a quarta capa do livro vocês conhecerão no dia 12 de novembro, às 19h, na Avenida Mem de Sá, 126, Lapa =)).
Beijos e abraços!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Breves Cantares de Nós Dois - 3
1 - Primeiro, quero deixar clara a minha alegria pelo apoio que recebo todos os dias no twitter, no msn, no facebook, no orkut, no meu email, nos comentários aqui, nas conversas do cotidiano, no aumento do número de visitas ao blogue... Obrigado, de verdade!
2 - Completamos esta semana 20.000 mil visitas individuais e 42.000 cliques (pessoas que entram mais de uma vez por dia) aqui! Cada visita dura, em média, 4 minutos e meio, é bom que se diga. Uma quantidade dessas de gente lendo poesia, mesmo que por cinco minutos, já me dá uma sensação danada de dever cumprido!
3 - Descobri, também, que 47 (!!!) pessoas têm poemas meus nos seus perfis do ORKUT. Como nem todos deixam suas páginas pessoais visíveis, trata-se de um número impressionante... Pena que muitas delas eu não conheço para, pelo menos, agradecer a referência.
4 - O lançamento do "Breves Cantares de Nós Dois" vai fechar esse ciclo de uma forma belíssima, tenho certeza. Lembrando: tudo acontece no dia 12 de novembro, às 19h, na av. Mem de Sá, 126 - Lapa.
5 - Hoje, quero deixar um trecho do gentil, cuidadoso e elogioso prefácio escrito pela poetisa e doutora Christina Ramalho:
Breves cantares de nós dois é, enfim, um delicioso convite a reviver o amor como desejo, fantasia, realidade, dor, fonte de reflexão, fonte de amadurecimento. Em versos rimados ou não, livres ou não, Filipe Couto se faz um belo exemplo de arauto do amor, que simplesmente deseja:
Que seu amor não seja chegada,
mas partida, e que cada despedida
conserve a gravidade e a ternura
da perda original e definitiva.
Que a leitura do livro resgate o arauto em cada um de vós.
6 - Os poemas novos voltam em breve, prometo mais uma vez! Mas antes preciso descobrir que caminho seguir... E tenho convicção de que isso só vai acontecer mesmo com a publicação deste livro primeiro! Obrigado, também, pela compreensão!
Beijos e abraços!
P.S.: O show está ficando especial! ;)
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Breves Cantares de Nós Dois - 2
1 - Alguns lançamentos de livro são muito chatos: o autor se distancia dos leitores como se fosse um super-herói, detentor do segredo das palavras que meros mortais não são capazes de entender, apenas de reverenciar.
2 - Como tenho verdadeiro pavor de eventos assim, o lançamento do meu livro vai ser diferente!
3 - A ideia é fazer mesmo uma festa, uma celebração; afinal, todas as pessoas que lá vão estar me são queridas, mesmo que não as conheça pessoalmente, e merecem aproveitar esse momento tanto quanto eu.
4 - Por isso, teremos lá um show, preparado com muito carinho, em que vão estar presentes, além de grandes sucessos da nossa música que têm relação com o livro, as composições que fiz em parceria com a Priscilla Frade, leituras dos poemas do livro e outras surpresas!
5 - Reforçando, a festa vai acontecer no dia 12 de novembro, às 19h, na av. Mem de Sá, 126 - Lapa.
6 - Quem quiser saber notícias do evento com maior frequência, siga-me no twitter: http://twitter.com/filipecouto .
7 - Como prévia, não custa nada deixar hoje aqui, reunidos, os links de alguns dos poemas musicados que vão fazer parte do evento!
8 - Vou voltar a atualizar este blogue com poemas novos em breve! Prometo!
Beijos e abraços!
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Breves Cantares de Nós Dois - 1
1 - Há dois anos e meio comecei este blogue com o intuito de tirar meus poemas da gaveta e trilhar novas viagens (leia mais aqui).
2 - A participação de todos vocês, sem exceção, sempre foi muito importante. Os poemas comentados, os inseridos em perfis do orkut , em blogs e fotologs me enchem de orgulho. Ter a companhia de mais de 300 pessoas toda semana aqui é algo fantástico!
3 - Essa participação de vocês é tão importante que, em junho de 2007, um amigo, acidentalmente, acabou me dando uma ideia que me pareceu genial. Com a publicação do poema Sobre o Futuro, ele me perguntou: "você também pensou por que esse cara largou a mulher?". E assim surgiu o poema Sobre Tempestades, como resposta à pergunta dele. A questão é que eu tomei gosto por esse processo e, a partir daí, não parei mais de fazer poemas que dialogassem entre si!
4 - Pois é, meus caros! O que poucos de vocês sabem é que os poemas deste blogue contam uma história...!!!
5 - Aqui no blogue, eles estão, é claro, fora de ordem, mas falam de um casal que, a partir do amor (e de suas dores), sai numa viagem rumo ao autoconhecimento.
6 - "Mas em que ordem os poemas devem ser lidos para que a narrativa faça sentido?", alguém pode se perguntar.
7 - Só vai descobrir isso quem ler meu primeiro livro de poemas, editado pela Multifoco: "Breves Cantares de Nós Dois". =)
8 - Segundo a poetisa Christina Ramalho, que gentilmente fez o prefácio: "Impossível ler o livro sem recordar as próprias perdas, os amores vividos e os vívidos, os pequenos detalhes que sobrevivem às tempestades, as torturas e as delícias de amar. "
9 - O lançamento vai acontecer no dia 12 de novembro, às 19h, na av. Mem de Sá, 126 - Lapa.
10 - Nas próximas semanas, vou contando aqui mais detalhes desse evento! O que vocês acharam?!
11 - Conto, de verdade, com a presença de todos lá! Um grande abraço!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Poema 135
Atenção, atenção!
Se tudo der certo (e vai dar!), uma grande novidade a ser anunciada aqui na semana que vem! Fiquem ligados!
Abraços e beijos!
Sobre Renascimentos
Nada se exclui
em definitivo:
a mancha que resiste
ao quadro ausente da parede.
Tudo pode renascer,
ainda que abafado
ou escondido.
Tudo pode renascer,
na mudez do abraço,
sem a ousadia do grito.
É a sombra
(e não o escuro)
o prenúncio
da claridade.
(por Filipe Couto)
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Poema 134
Mais um da série "poemas saídos da gaveta". Até semana que vem!
Sobre Espantos
É só no escuro
que enxergamos
um ao outro
(as mãos atônitas
a cada movimento,
cortando o silêncio
como adagas).
Juntos,
amamos como crianças
que descobrem a madrugada.
Sobre Espantos
É só no escuro
que enxergamos
um ao outro
(as mãos atônitas
a cada movimento,
cortando o silêncio
como adagas).
Juntos,
amamos como crianças
que descobrem a madrugada.
(por Filipe Couto, 05/2007)
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Poemas 131, 132 e 133
Queridos e queridas, o trabalho anda me exigindo muito. Por isso, deixo hoje aqui, com uma ou outra adaptação, três poemas bem antigos. Volto a atualizar este blogue daqui a duas semanas, no dia 22 de setembro. Um forte abraço a todos!
Sobre Cuidados
É cedo ainda pra saber
tudo o que não sei. Não desperto
(antes da hora) os amores
que não tive ou que não amei.
Por enquanto, vou me juntando
nos sussurros dos muitos que sou.
Não como alguém que se precisa,
mas como quem se abre pro voo.
(por Filipe Couto, 07/2006)
Sobre Esperanças
Não preciso de primavera:
é só no outono que acaba a espera;
só no outono as folhas vêm à mão.
De cada ramo caem centenas delas.
Até que uma nos acerta gentilmente
o coração.
(por Filipe Couto, 09/2002)
A Menina dos Teus Olhos
Bem atrás desses teus olhos
(hoje tão cansados de ser)
ainda mora uma menina
lambuzada de sonho e tinta,
descobrindo o mundo inteiro pra mim.
(por Filipe Couto, 08/2000)
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Poema 130
Com essa publicação, disponibilizo o áudio deste poema e, também, o do poema 1oo, Sobre o Fim. Para chegar rapidamente a ele, clique aqui. Volto a atualizar este blogue depois do feriado, no dia 8 de setembro.
Sobre Presenças
A presença
ondula... ondeia...
num mar alto
a um só tempo
tão certo quanto instável.
Neste mundo arredio,
nem tudo se vê.
Há coisas lindas
que se esquivam da luz.
Não você...
(por Filipe Couto)
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Poema 129
Com essa publicação, disponibilizo também o áudio do poema 18, Sobre Covardias. Para chegar rapidamente a ele, clique aqui.
Autopsicografia
Se me dou inteiro
às palavras que escrevo
(minha pele, minhas roupas,
meu gosto, meu cheiro),
é por muito querer viver,
e não porque vivi.
Perco-me todo
num conto inventado:
minha vida não cabe em mim.
(por Filipe Couto)
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Poema 128
Com essa publicação, disponibilizo também o áudio do poema 30, Sobre Cicatrizes. Para chegar rapidamente a ele, clique aqui.
Casamentos Inesperados
Numa noite
em que a lua e a chuva
se combinavam
para criar-te estrelas
nos cabelos,
pediste-me uma chance
para mudar meu mundo
sem sequer conhecê-lo.
Dei-me.
(Lua, chuva, estrela:
quem se nega à tanta beleza?)
(por Filipe Couto)
terça-feira, 14 de julho de 2009
Poemas 126 e 127
Queridos, entro de férias e, por isso, só volto a atualizar este blogue no dia 11 de agosto. Com esta publicação, disponibilizo também o áudio do poema 49, Sobre Sonhos. Para chegar rapidamente a ele, clique aqui. Beijos e abraços!
Metade
Que o amor
me livre desse peso
de escolher caminhos,
de poder ser
qualquer coisa
em qualquer tempo,
de viver sempre em liberdade.
Que o amor
me consuma até o meio,
e que seja dela
a minha outra metade.
Metade
Que o amor
me livre desse peso
de escolher caminhos,
de poder ser
qualquer coisa
em qualquer tempo,
de viver sempre em liberdade.
Que o amor
me consuma até o meio,
e que seja dela
a minha outra metade.
(por Filipe Couto)
Sobre Falsas Liberdades
Teu cheiro, teu beijo, teu abraço:
para onde vão eles
depois que te deixo
na companhia duvidosa
da rua e dos astros?
Por isso, meu amor,
é que te visto
inteira de agora:
é a sina
de quem te quer
livre para a vida,
mas te deseja retida
no peito e na memória.
(por Filipe Couto)
terça-feira, 7 de julho de 2009
Poemas 124 e 125
Com essa publicação, disponibilizo também o áudio do poema 65, Sobre Namoros. Para chegar rapidamente a ele, clique aqui.
Só Você
Com a doçura
das coisas mais simples
(e mais frágeis)
descobri hoje
que atrás dos teus ombros
escurece toda a paisagem.
escurece toda a paisagem.
(por Filipe Couto)
Sobre os Perigos de um Amor Escondido
Esconder o amor
é cultivá-lo, não esquecê-lo.
É sozinho, no silêncio
das paredes de vento,
regado com sonho, adubado com tempo,
que ele cresce glorioso, indomável, imenso.
No silêncio
(como a luz)
ele grita.
regado com sonho, adubado com tempo,
que ele cresce glorioso, indomável, imenso.
No silêncio
(como a luz)
ele grita.
(por Filipe Couto)
terça-feira, 30 de junho de 2009
Poemas 122 e 123
Com essa publicação, disponibilizo também o áudio do poema 39, Sobre Pipas. Para chegar rapidamente a ele, clique aqui.
Sobre a Primavera
De dentro do meu amor,
nascem todo dia
perfumes e cantos e calores.
Uma primavera inteira
(cheia de cores)
só pra mim.
(por Filipe Couto)
Para uma moça que, ignorando as investidas amorosas do poeta, insiste em só dar atenção a quem não lhe quer bem
Enquanto
eles todos te talham,
teus olhos,
moça,
me atalham.
Enquanto
eles todos te talham,
teus olhos,
moça,
me atalham.
(por Filipe Couto)
terça-feira, 23 de junho de 2009
Poema 121
Vida (Mais que a Vida)
Com essa publicação, disponibilizo também o áudio do poema 55, Sobre Partidas. Para chegar rapidamente a ele, clique aqui.
“decidir se a vida merece ou não ser vivida é responder
a uma pergunta fundamental da filosofia"
Albert Camus
(à amiga Patrícia K.)
(à amiga Patrícia K.)
No último (?)
frêmito das asas,
todo o vigor da vida
que já não morava
ali.
Há sim quem precise
fechar os olhos
(e se deixar longe)
para enfim poder ver
e ir.
frêmito das asas,
todo o vigor da vida
que já não morava
ali.
Há sim quem precise
fechar os olhos
(e se deixar longe)
para enfim poder ver
e ir.
(por Filipe Couto)
Com essa publicação, disponibilizo também o áudio do poema 55, Sobre Partidas. Para chegar rapidamente a ele, clique aqui.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Poemas 118, 119 e 120
Com esta publicação, uma novidade há muito solicitada por vários leitores: a versão em áudio do poema ao final do texto. Volto a atualizar o blogue daqui a quinze dias, em 23 de junho.
Não deixem de visitar o meu outro espaço: As Primeiras Palavras ! Beijos e abraços!
Sobre o Tempo – meditação em três poemas
1.
Mesmo que muito eu me persiga,
creio que nunca me alcanço:
tenho horas de muita pressa,
quando tempo é de descanso;
enquanto o passado me carrega,
o futuro já me está fitando.
2.
Foi o próprio tempo (esse mestre impreciso)
que fez de mim esse todo inconstante,
com seu baile indeciso entre ir e vir
(ora para trás, ora para diante),
às vezes combinando
tudo que ainda não foi
com tudo que já foi antes,
sempre mudando, sempre ficando,
sempre dançando, dançando, dançando...
3.
Por isso é preciso tornar-se
inquilino do instante
(passear aquém ou além do destino,
mas viver de verdade no limiar do durante),
dançar com o rosto colado ao tempo,
e fazer de si seu mais terno amante.
Porque talvez
só realmente se alcance
aquele que de si mesmo
nunca se faz distante.
(por Filipe Couto)
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Edição Especial
Comemorei meu aniversário no último dia 22, sexta-feira. No sábado, recebi da Priscilla Frade um presentão: o poema 36 (Sobre Gavetas ou Gaveta de Guardados) musicado de forma belíssima por ela.
Compartilho com as senhoras e com os senhores esse trabalho que é muito querido por mim e pela Priscilla: foi nossa primeira parceria, das muitas que ainda virão.
Trata-se de uma versão produzida só com voz e violão, mas já dá pra ter uma boa ideia do que vai ser quando todos os instrumentos estiverem presentes.
Volto a publicar poemas inéditos no dia 9 de junho. Aliás, sei que andei relapso, mas prometo que vou responder a todos os comentários que vocês fizeram e que ainda vão fazer!
Beijos e abraços!
terça-feira, 19 de maio de 2009
Poemas 116 e 117
Cantiga
Quando parar de chover
(a alma já só umedecida)
ainda haverá dia, meu bem.
E entre as tantas ilhas d’água,
por todo lado espalhadas,
ainda haverá cigarras
(muitas e muitas cigarras)
perto, longe, onde-for,
zunindo bem alto
pra se deixar notar,
esperando um só olhar
pra se perder de amor.
Sobre Vaidades
Por que
(distraída ao espelho)
só enxergas a ti mesmo,
e não a parte que te falta:
a parte em que
se encaixa exato
o espaço do meu beijo?
Quando parar de chover
(a alma já só umedecida)
ainda haverá dia, meu bem.
E entre as tantas ilhas d’água,
por todo lado espalhadas,
ainda haverá cigarras
(muitas e muitas cigarras)
perto, longe, onde-for,
zunindo bem alto
pra se deixar notar,
esperando um só olhar
pra se perder de amor.
(por Filipe Couto)
Sobre Vaidades
Por que
(distraída ao espelho)
só enxergas a ti mesmo,
e não a parte que te falta:
a parte em que
se encaixa exato
o espaço do meu beijo?
(por Filipe Couto)
terça-feira, 12 de maio de 2009
Poema 115
Sobre o Outono
Uma folha baila perdida
e se encaixa discreta
na gola da minha camisa:
também o outono
precisa de companhia.
Uma folha baila perdida
e se encaixa discreta
na gola da minha camisa:
também o outono
precisa de companhia.
(por Filipe Couto)
terça-feira, 5 de maio de 2009
Poema 114
Depois da Noite (ou Sobre Como Deixar o Dia pra Depois)
De repente
o mundo todo
num canto,
quando te encontro
amanhecendo num boteco
desses que você gosta.
A gente ri, se abraça e pede
pro portuga uma média
com pão na chapa,
enquanto o tempo
passa sério e apressado
buzinando um carro lá fora.
Olhos nos olhos,
tomamos a felicidade
num gole só.
De repente
o mundo todo
num canto,
quando te encontro
amanhecendo num boteco
desses que você gosta.
A gente ri, se abraça e pede
pro portuga uma média
com pão na chapa,
enquanto o tempo
passa sério e apressado
buzinando um carro lá fora.
Olhos nos olhos,
tomamos a felicidade
num gole só.
(por Filipe Couto)
terça-feira, 28 de abril de 2009
Poemas 112 e 113
Mulher de Malandro
Eu não devia mesmo te dizer
mas depois de tudo
que aconteceu
ainda sou capaz
de um monte de besteira
quando chega uma noite dessas
(toda nua, cheia de estrelas)
emoldurando um rosto assim
que nem o teu.
Sobre Presságios
Sopra-me o coração
que não farei só
essa viagem.
Por isso meus olhos
caçam vultos,
meus ouvidos se interessam
por qualquer barulho:
ao arrepio dos sentidos,
pressinto cada um dos teus sinais.
Eu não devia mesmo te dizer
mas depois de tudo
que aconteceu
ainda sou capaz
de um monte de besteira
quando chega uma noite dessas
(toda nua, cheia de estrelas)
emoldurando um rosto assim
que nem o teu.
(por Filipe Couto)
Sobre Presságios
Sopra-me o coração
que não farei só
essa viagem.
Por isso meus olhos
caçam vultos,
meus ouvidos se interessam
por qualquer barulho:
ao arrepio dos sentidos,
pressinto cada um dos teus sinais.
(por Filipe Couto)
terça-feira, 14 de abril de 2009
Poemas 110 e 111
O primeiro poema de hoje é, na verdade, uma letra de música que me foi encomendada pela Priscilla Frade.
O outro poema, sintético e marginal, é dos que eu gosto de fazer, mas em geral não publico.
Volto a atualizar o blogue no dia 28 de abril.
Imagina
Quando esse moço
passa chegando da praia,
cheio de sol e mar no só-olhar,
será que ele sabe
que meu chão todo se abre,
e eu nem respiro mais?
Quando esse moço
fala, cheio de graça,
sobre uma besteira qualquer,
será que ele sabe
que eu paro tudo, até o tempo,
e fico até quando ele quiser?
Moço, chega perto teu ouvido
e ouve só comigo
o que eu tenho pra falar:
imagina só o que vai ser
se a gente se perder
quando a lua se apagar;
imagina só uma vida sem cortina,
cheia de avenida pra gente passear
(e se beijar, e se amar);
imagina se a gente namorar, moço,
imagina só se a gente namorar...
(por Filipe Couto)
Sobre a Lei Seca
Desde que te conheci,
não adianta mais esconder
minha vodca, meu uísque,
nem deixar
toda minha cachaça em casa:
só viver
já me embriaga.
(por Filipe Couto)
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Edição Especial
Há exatos dois anos, este blogue começava suas atividades.
Como forma de celebração, tenho a alegria de disponibilizar uma versão musicada do primeiro poema de "As Outras Palavras", "Sobre Desejos", na voz da cantora e compositora Priscilla Frade.
Volto a publicar poemas inéditos no dia 14 de abril, terça-feira.
Obrigado pelo carinho de sempre! Beijos e abraços a todos!
terça-feira, 31 de março de 2009
Poema 109
"As Outras Palavras" comemoram aniversário esta semana. Para celebrar, na quinta, data em que completamos dois anos, haverá uma publicação especial. Até lá!
Sobre Sigilos
Não conheço teu corpo,
nem sei se me é possível sabê-lo;
mas moras em mim inteira,
táctil como um segredo.
E que ninguém jamais escute
tua voz desabotoando a minha boca,
nem perceba tuas mãos
desvestindo por dentro a minha roupa:
te quero assim (clandestina),
entre minhas paredes e cortinas,
deixando meus sonhos de pernas pro ar.
(por Filipe Couto)
terça-feira, 24 de março de 2009
Poemas 107 e 108
Pequena Oração em Canto
Que Deus sempre
me permita
ter olhos
fechados para o beijo
e abertos
para a vida.
(por Filipe Couto)
Sobre Sorrisos
Mal nossas mãos
se despedem,
eu me perco
de mim mesmo:
teu sorriso
é meu exílio voluntário.
(por Filipe Couto)
terça-feira, 17 de março de 2009
Poema 106
Sobre a Intimidade
Estamos um no outro:
mesmo na distância,
nossa rotina é permanecer.
Não se devolve
um pouso já conquistado.
Até nossos sonhos
(no escuro)
se esbarram.
(por Filipe Couto)
terça-feira, 10 de março de 2009
Poema 105
Sobre Viagens
Pôr-se (mesmo que inteiro) num navio
ainda não é navegar:
é preciso afastar corpo e mente das margens,
ver de longe a ponta do cais;
é preciso estar além das ondas, além das sombras,
além das rotas ou dos mananciais;
é preciso dar a cara pro vento,
sentir na pele o tempo distanciar;
é preciso desmanchar os sonhos,
perceber a razão da estrela e do mar;
é preciso transcender-se
para dentro
(que às vezes é próprio da alma
esse vício de ancorar).
(por Filipe Couto)
terça-feira, 3 de março de 2009
Poema 104
Eis que este blogue volta à sua atividade normal! Beijos e abraços!
Sobre um Dia de Carnaval
Sabe aquele teu jeito
de sambar com estilo,
balançando o vestido
pra lá e pra cá?
Pois é... no meio
daquele batuque todo,
daquela loucura toda,
meu coração
roubou tua boca
(e não quer mais largar).
(por Filipe Couto)
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Poema 103
Como pretendo viajar e ficar (bem) longe da internet nas próximas semanas, publico antecipadamente o poema do dia 27! Volto depois do carnaval, no dia 3 de março! Beijos e abraços!
Sobre Desabafos
“Deixa, deixa, deixa eu dizer/ o que penso dessa vida
Preciso demais desabafar”
Ivan Lins e Ronaldo Monteiro
E quer saber do que mais?Dei mesmo um chute na rotina:
pendurei duas saudades e um futuro
pra tomar cerveja no bar da esquina
e acabei de vez com o silêncio daquele
amor-perfeito no canteiro do quintal.
Falando sério: depois de você,
a vida passou a ser essa coisa assim,
meio maluca, meio perdida, meio bandida
(mas, cá entre nós, maneiríssima).
(por Filipe Couto)
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Poemas 101 e 102
Volto a atualizar o blogue no dia 27 de janeiro!
Sobre o Autoconhecimento
Entre mim e mim,
há muitas distâncias,
cada uma deixando
perdida, escondida
uma parte
do que sou eu mesmo.
Eis o amor
como eu o vejo:
uma ponte que se cria
entre esses segredos.
(por Filipe C.)
Sobre este Calor do Rio de Janeiro
Quero mais é que você
se pinte de chuva
pra eu ir correndo na rua
me banhar e te beber...
(por Filipe C.)
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Poema 100
Com o centésimo poema, este blogueiro entra de férias. A próxima atualização acontecerá dia 13 de janeiro. Abraços e beijos a todos!
Sobre o Fim
Dorme, sonho meu,
que eu já cansei de
tanto barco e tanta asa;
já nem sei mais a conta
dos abismos, dos avessos e vazios
que no fim atravessei por nada.
Dorme, sonho meu,
que (sim) a vida é crua;
mas aprendi que assim
é livre a rua, é nova a lua,
e não há mais chuva
para me prender em casa,
com a alma nua, à tua espera.
Dorme, sonho meu,
que sem ti
não há mais medo,
e não há mais chuva
para me prender em casa,
com a alma nua, à tua espera.
Dorme, sonho meu,
que sem ti
não há mais medo,
nem desejo, nem segredo;
só certa paz triste
(banhada de vermelho),
só certa paz triste
(banhada de vermelho),
e um coração
enfim ileso.
(por Filipe C.)
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Poema 99
Este blogue volta a ser atualizado dia 9 de dezembro.
Sobre Horizontes
De barcos e portos
sei quase nada.
Mas por ti
aprendi tudo
sobre estrelas
e horizontes.
E já consigo
até medir em suspiros
essa distância entre mim
e o que fica sempre tão longe.
(por Filipe C.)
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Poema 98
Este blogue volta a ser atualizado dia 25 de novembro!
Sobre o Orgulho
Quando o tempo
embaça o passado
e confunde meus instintos,
deixo tudo de lado
e olho teu retrato
por horas e horas a fio.
Teu retrato
e minha retratação:
para sempre
dois inimigos.
(por Filipe C.)
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Poemas 96 e 97
Este blogue só volta a ser atualizado dia 11 de novembro; por isso, dois poemas hoje. Abraços e beijos a todos!
Sobre Desconfortos
Nunca aprendi a dizer
(olho no olho)
o que de mim é dor,
paixão, alegria ou lamento.
Pesa-me esta sensação
de estar a mais no mundo:
para viver,
faltou-me o talento.
(por Filipe C.)
Sobre Feriados
Chegou a hora
de rasgar uns retratos
e deixar a vida por aí ao acaso:
a partir de agora
(no coração)
todo dia é feriado.
(por Filipe C.)
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Poema 94
Este blogue volta a ser atualizado em 7 de outubro. Abraços a todos!
Sobre a Morte - cinco passos, cinco meditações
1.
Singular
(sol entre sombras quedas),
ela enfim se apresenta
prometendo descanso
e um outro tipo de riqueza.
2.
Seu rosto não se vê,
seu corpo não se define.
É só a nós mesmos
que enxergamos nesta hora
(como moça que se nota
num relance de vitrine).
3.
Como se convencer
da necessidade da partida,
se falta impulso e mapa?
se nos pés (frágeis e incertos)
não cabe sequer uma sandália?
se no peito do capitão
só há a mancha da medalha?
4.
Chega o inevitável batel
(todo ouro e brilho),
suas velas abertas como garças,
sua gávea roçando de leve o infinito.
Eis que o não-saber
se torna todo sentir,
e o que era só certeza
se revela sem sentido.
5.
A viagem assim começa:
uma nuvem
serve de mar,
o vento vem
das asas dos passarinhos,
e o tempo vai tecendo um trilho
(feito de açúcar, veludo e vinho).
Esquecer
quem parte nesse navio
é tão improvável
quanto se perder desse caminho.
(por Filipe C.)
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Poema 93
Sobre Trens
É preciso
aprender a deixar os olhos
noutros olhos ao acaso
(sem nenhuma pressa ou pretensão):
que o amor, às vezes,
é um trem atrasado
que passa desgovernado
e só pára na última estação.
(por Filipe C.)
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Poema 92
Sobre Desatinos
Não quero mais saber
do sabido, do viável, do vencido:
viver
é por demais comprido
quando nenhum desatino
se dispõe entre o instante
e o infinito.
(por Filipe C.)
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Poemas 90 e 91
Sobre Rios
Rio
(meu espelho
mavioso e fugidio).
Diferentes naturezas,
mesma certeza:
nas nossas margens,
a vida corre presa.
Diferentes naturezas,
mesma incerteza:
somos o que fomos
ou o que há-de vir
com a correnteza?
(por Filipe C.)
Sobre Caixas de Bombom
Diante de tanta vida
(que estala o coração),
sinto falta daqueles dias
em que a felicidade toda cabia
numa caixa de bombom.
(por Filipe C.)
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Poemas 88 e 89
Sobre Decisões
(Para ter espaço)
apertei o passado
num canto da mala.
Antes de partir,
lacrei meu quarto
com o escuro dentro.
(por Filipe C.)
Sobre a Cerveja
Porque a noite
nem sempre é cuidadosa
com seus cúmplices,
insisto em beber
um pouco desse sol gelado
(com poucas nuvens),
que desce emprestando
a luz que deixa homens e deuses
gloriosamente impunes.
No copo vazio
(estranha concha provisória)
o imprevisto vaticínio
de todas as histórias.
(por Filipe C.)
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Poemas 86 e 87
Sobre Angústias
Será que Deus
vai um dia me redimir
de todos os pecados
que eu nunca cometi?
(por Filipe C.)
Sobre Casas Antigas
Gosto da sabedoria
das casas antigas:
nem todas as janelas
abrem facilmente.
E mesmo as que o fazem
precisam de um suporte
para não fechar
de repente.
(por Filipe C.)
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Poemas 84 e 85
Sobre Limites
Não me dês o céu,
que o céu é limite
de tudo que existe.
E a vida
(ah, a vida...)
a vida é muito mais querida
quando
sonhadoramente
desmedida.
(por Filipe C.)
Sobre Mudanças
O amor
trouxe suas malas
e fez minha alma
mudar de casa.
(por Filipe C.)
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Poema 83
Sobre Encantos
Assim me são teus olhos:
uma terra doce e estranha,
repleta de montanhas
(todas coloridas,
tocando o céu);
uma cidade
tomada por crianças
(todas sorrindo
num imenso carrossel).
(por Filipe C.)
terça-feira, 29 de julho de 2008
Poemas 81 e 82
Chegamos a nove mil visitas de computadores diferentes! Obrigado pela força, pessoal! Boa semana a todos!
Sobre Mensagens em Garrafas
Algum tempo
fiquei (sozinho) na praia.
Mas não imaginava navios,
nem apreciava o sol
que devagar se deitava
refletido nas águas.
Esperava
uma só notícia, uma só carta,
daquelas que atravessam
o oceano inteiro
dentro de uma garrafa,
me pedindo pra nadar
até o fim do mundo.
Porque só eu poderia salvá-la.
(por Filipe C.)
Sobre Idas e Vindas
Não discuto
mais com o destino.
Já aprendi a aceitar
o que o mar traz à praia
e o que ele leva consigo.
(por Filipe C.)
terça-feira, 22 de julho de 2008
Poemas 79 e 80
Sobre Beijos
A gente beija
de olhos fechados
porque no escuro
tanto faz o mundo:
(só sobra
o que é de dentro).
E quando
o que é de dentro
é assim tanto, meu amor,
é preciso (de imediato)
partir em busca
dos teus lábios
(sem nenhum pudor).
(por Filipe C.)
Sobre Nuvens
Já não temo
dias nublados.
Dentre
tantas nuvens
(algumas até pesadas)
há uma que
traz teu rosto
(e me acalma).
(por Filipe C.)
terça-feira, 15 de julho de 2008
Poemas 76, 77 e 78
Sobre Achados e Perdidos
Volto pelos mesmos caminhos,
a procurar-te em tudo
que me era querido.
Em nenhuma
parte te encontro.
(em cada uma te crio)
(por Filipe C.)
Sobre Vícios
Não há nada
mais triste nessa vida
do que uma memória
dependente de fotografias.
(por Filipe C.)
Sobre Conversas
Descobrimos (juntos)
que deixar tudo pela metade
às vezes
é a melhor maneira
de manter acesa a saudade.
(por Filipe C.)
terça-feira, 8 de julho de 2008
Poemas 73, 74 e 75
Olá, pessoal!
A partir desta semana, prometo responder a todas as perguntas deixadas na parte de comentários, tá? Se vocês olharem a postagem de semana passada, verão que isso já foi feito!
Boa semana a todos!
Sobre Ondas
Porque cada onda
(na verdade)
é só a vontade
do mar
de abrir asas e voar.
(por Filipe C.)
Sobre Casacos
É inverno.
(preciso vestir
teu abraço).
(por Filipe C.)
Sobre Vozes
Minha voz
anda tão fraca
(nem chega mais
aos seus ouvidos).
Mas de tanto
não conseguir falar
meus olhos
já aprenderam a suspirar
(agora só falta você ouvir...).
Minha voz
anda tão fraca
(nem chega mais
aos seus ouvidos).
Mas de tanto
não conseguir falar
meus olhos
já aprenderam a suspirar
(agora só falta você ouvir...).
(por Filipe C.)
terça-feira, 1 de julho de 2008
Poemas 71 e 72
Sobre Quadros
"(...) é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói."
(Carlos Drummond de Andrade)
Não a ausência
do quadro na parede;
Mas a lembrança que ali ficou:
(indelével retrato da minha sede).
(por Filipe C.)
Sobre Tesouros
Vai, se pressentes
tesouros escondidos.
Vai, se queres ir.
Mas não me procures
se perderes o mapa:
(também eu sei partir).
(por Filipe C.)
terça-feira, 24 de junho de 2008
Poemas 68, 69 e 70
Três poemas bem concisos hoje: não estranhem a ausência de título e de parênteses!
Obrigado pelas mais de oito mil visitas ao blogue e pelos mais de vinte e cinco mil cliques neste endereço.
Boa semana a todos!
I
Teus olhos azuis
na tua pele morena
(como pode o mar inteiro
caber exato nessa cena?)
(por Filipe C.)
II
De hoje em diante
será preciso muito agora
pra acabar de vez
com esse tal de antes.
será preciso muito agora
pra acabar de vez
com esse tal de antes.
(por Filipe C.)
III
Amor sem nuvens:
alma ancorada
num porto azul.
alma ancorada
num porto azul.
(por Filipe C.)
terça-feira, 17 de junho de 2008
Poemas 66 e 67
Sobre Suspeições
Saio à rua
como quem se oculta
(ando pelos cantos, sem chamar atenção).
Não confio
nas intenções da vida:
já anda pesada
a sacola em que levo o coração.
(por Filipe C.)
Sobre Lápis de Cor
Espalho meus lápis de cor pelo chão.
Há tanto tempo
entendo que precisas de espaço...
Mas eu queria
te desenhar um desenho bem bonito
em que eu mesma me fizesse
céu, sol, passarinho, vento, moinho
(ou algo qualquer que te mostrasse
como seria leve minha vida em teu caminho).
Para que tudo fique perfeito,
não me importa usar toda minha caixa,
minhas folhas e borrachas,
porque (além de ti) não desejo nada.
A única coisa que me faz hesitar
é esse medo de o tempo
apagar meu desenho
antes que o queiras olhar.
(por Filipe C.)
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Poema 65 - "Edição Especial"
Olá!
Há um ano escrevi aqui o "Sobre Tempestades", poema de que eu gosto muito, mas que fala sobre separação, o que de maneira alguma combinava com a data em que foi publicado. Isso de certa forma me incomodou e, para tentar me redimir, neste ano resolvi fazer uma edição especial do blogue. Espero que vocês gostem...Enamorados ou não!
Sobre Namoros
Ouve:
agora tu não podes mais me deixar.
Porque é só pelo teu corpo
que conheço a medida do meu;
e sem teus olhos, sem teu rosto,
meu próprio espelho se perdeu.
Ouve:
teu lugar não é mais a meu lado.
Porque agora
tu já estás em mim.
E não podes me trair.
Afinal, como seria
ser quem sou (e viver comigo)
se de mim mesmo estivesse separado?
se de mim mesmo fosse temido ou odiado?
Ouve:
eu te amo.
E porque te amo
mais do que alguém imaginaria,
desaprendi todos os meus limites,
e hoje sou pessoa além do que merecia.
(por Filipe C.)
terça-feira, 10 de junho de 2008
Poema 64
Sobre a Pureza
Amo quia amo, amo ut amem*
Será que é preciso
que tudo na vida tenha
um sentido (um objetivo, uma razão)?
Será que uma cor só é cor
nas asas de uma borboleta?
Será que um perfume só é perfume
na flor mais bonita da estação?
Se perfumes e cores
não precisam de borboletas e flores,
então também meu amor
(seja mocinho, seja bandido)
não precisa ser correspondido:
ele pode, de verdade, viver sozinho
sem receber sequer aprovação.
que tudo na vida tenha
um sentido (um objetivo, uma razão)?
Será que uma cor só é cor
nas asas de uma borboleta?
Será que um perfume só é perfume
na flor mais bonita da estação?
Se perfumes e cores
não precisam de borboletas e flores,
então também meu amor
(seja mocinho, seja bandido)
não precisa ser correspondido:
ele pode, de verdade, viver sozinho
sem receber sequer aprovação.
(por Filipe C.)
*amo porque amo, amo para amar
terça-feira, 3 de junho de 2008
Poema 63
Sobre o Azul
ma è proprio colpa tua
se provo un brivido blu
Tua voz.
Cor de impossível mar.
Arrepio azul.
Não navego.
Cor de impossível mar.
Arrepio azul.
Não navego.
Mergulho.
(até ficar sem ar)
(por Filipe C.)
terça-feira, 27 de maio de 2008
Poema 62
Sobre o Vento
Ah, entregar-me ao firmamento
e ser pra sempre esse leve vento...
Poder teus olhos fechar
(pra nenhum cisco te machucar)
e devagar tocar teu rosto,
e desarranjar teu cabelo,
e envolver teu corpo,
e arrepiar teus pêlos
e depois partir
(sem culpa ou medo)
levando só teu perfume
(lembrança que amanhece meu mundo inteiro).
(por Filipe C.)
terça-feira, 20 de maio de 2008
Poema 61
Estou de volta!
Nesse recesso, bateu-me uma curiosidade danada de saber de que poema do blogue cada um aqui gosta mais... Quem tiver tempo (e paciência) pode deixar um comentário com a resposta?
Boa semana a todos!
Sobre Aparências
Quem me vê assim sozinho
não sabe nada de mim...
Aqui dentro
mora mais que um vazio.
Aqui dentro
mora um atentado, um grito, um perigo
a perturbar todo dia o meu ouvido,
para lembrar que às vezes
é preciso correr certos riscos,
é preciso afiar coração, dentes, unhas,
e sair, sem medo, à rua
(pronto para amar ou morrer).
(por Filipe C.)
terça-feira, 13 de maio de 2008
Aviso
Meus amigos,
Obrigado por continuarem a acompanhar este blogue, mesmo durante o "recesso". A média mensal de visitas continuou quase a mesma, o que me deixa muito feliz.
Espero que tenha dado tempo de vocês lerem os poemas mais antigos!
Semana que vem, prometo tentar voltar a publicar aqui. Volto esta semana a escrever!
Abraços a todos! Obrigado pela paciência!
terça-feira, 1 de abril de 2008
Poema 60 - Fim da Primeira Fase
Eis que As Outras Palavras comemoram aniversário!
Este blogue iniciou suas atividades há um ano, sempre com atualizações semanais. Sessenta poemas depois, mais de vinte mil visitas depois, é chegado o momento da pausa; o momento da reflexão.
Até o início de maio, não publicarei mais poemas inéditos às terças. Preciso de tempo para pensar no que estou fazendo.
Não pretendo abandonar o blogue. Pelo contrário, creio ser o momento ideal para conversar com quem visita este espaço, para responder a dúvidas ou curiosidades. Estou à disposição de vocês.
Boa semana a todos!
Sobre Ironias
Sabe o que é
mesmo triste?
É ter
sempre por perto
amores
que não deram certo
ou que nunca tive.
(por Filipe C.)
terça-feira, 25 de março de 2008
Poema 59
Seis mil visitas de computadores diferentes... Mil em um mês. Quase vinte mil acessos desde junho do ano passado, segundo o blogpatrol. Mais um vez, obrigado! Boa semana a todos!
Sobre Segredos
O meu amor por ti
navegou pelos meus sonhos
sem se dar conta das suas margens;
foi além de seus próprios limites:
não quis passear, mas partir em viagem.
O meu amor por ti
calou todos os pássaros
que anunciam a madrugada;
não quis encontrar a luz do dia:
ficou satisfeito só em imaginar como seria
seu rosto perfeito refletido nas águas.
O meu amor por ti
acabou refém do seu próprio reino:
teve medo de conhecer-te de perto,
acabou escondido (mas protegido)
atrás das paredes de seu solitário castelo.
(por Filipe C.)
terça-feira, 18 de março de 2008
Poema 58
Sobre Chuvas e Luzes
Meus sonhos me deixam e vagueiam
por praias machucadas pela chuva.
Praias onde
não há sol, nem estrelas, nem lua;
onde não há sequer a amargura
de um pequeno barco à deriva.
Só sonhos. Só chuva.
Enquanto isso,
na lacuna que em mim fica,
a lembrança tua se instala
(e me ilumina).
(por Filipe C.)
terça-feira, 11 de março de 2008
Poema 57
Sobre Descobertas
É bom
mergulhar de olhos abertos,
para nunca
ter medo de nenhum mistério.
(sei que, no fundo do mar,
há um barco que leva a ti)
Amar, no fim de tudo,
não é conquistar o mundo;
é, simplesmente,
ter a coragem de descobrir.
(por Filipe C.)
terça-feira, 4 de março de 2008
Poemas 55 e 56
Sobre Partidas
Vais porque és todo mar,
e já não te contentam
minhas praias desertas,
repletas só de areia, só de mim.
Vais porque és todo vento,
e já não te contentam
meus portos (assim seguros,
assim bentos, assim sem fim).
Mas antes desta nova partida,
deita um pouco no meu colo,
faz teu mar
dos meus olhos,
torna meus braços
teu barco
(e leva, com todo cuidado,
um sonho meu pra navegar).
Vais porque és todo mar,
e já não te contentam
minhas praias desertas,
repletas só de areia, só de mim.
Vais porque és todo vento,
e já não te contentam
meus portos (assim seguros,
assim bentos, assim sem fim).
Mas antes desta nova partida,
deita um pouco no meu colo,
faz teu mar
dos meus olhos,
torna meus braços
teu barco
(e leva, com todo cuidado,
um sonho meu pra navegar).
(por Filipe C.)
Sobre Encontros
Perdoa-me se não falo muito
quando estou contigo.
(é que me perco nos teus olhos
quando tento guardá-los aqui comigo)
Perdoa-me se não falo muito
quando estou contigo.
(é que me perco nos teus olhos
quando tento guardá-los aqui comigo)
(por Filipe C.)
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